Sebo Capricho
Entregas para todo o Brasil

Parcelas até 12x no cartão

Entregas de Moto Táxi para Londrina

Whatsapp: (43) 991271035
(43) 3028-8581

O maior acervo de livros usados do Paraná

Carrinho (0)
Busca Rápida:
Blog Sebo Capricho
Sebo Capricho homenageia Carolina Maria de Jesus no mês da mulher
Toda Rede
17 de Março de 2022

 

Autora de um dos mais importantes livros da literatura brasileira no século XX, a escritora Carolina Maria de Jesus, que escreveu “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, completaria 108 anos no dia 14 de março. Por sua importância para a denúncia do racismo estrutural no Brasil, ela é uma das homenageadas pelo Sebo Capricho no mês da mulher. 

 

Até o dia 3 de abril de 2022, o Instituto Moreira Salles, em São Paulo, mantém aberta a exposição ``Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros ``, dedicada à trajetória e à produção literária da autora. O evento destaca também suas incursões como compositora, cantora e artista circense. A exposição apresenta a autora como uma intérprete imprescindível para compreender o país.

A história de Carolina Maria de Jesus

Ex-catadora de papel e com uma trajetória que inclui a vida na favela do Canindé, em São Paulo, a autora, nascida em 1914, escreveu seu primeiro livro, “Quarto de despejo: diário de uma favelada”, quando ainda sustentava a família como catadora e escrevia no pouco tempo que sobrava. O livro repercutiu logo na estreia e foi traduzido para mais de quinze idiomas em 40 países. Ela morreu em 1977, em São Paulo. 

 

Em sua trajetória, ela enveredou por vários gêneros literários – romance, poesia, teatro, provérbios, autobiografia, contos.

 

No ano passado, Carolina recebeu da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) o título póstumo de doutora honoris causa. Na justificativa da homenagem, a comissão destaca a relevância da escritora, reconhecida como “fundamental na luta antirracista”.

 

O documento da UFRJ afirma a importância da concessão do título honorífico pela necessária “reparação histórica do apagamento não de uma personalidade, mas de um segmento étnico que historicamente foi negado o lugar na cultura nacional”. Destaca ainda que pretende reconhecer injustiças do passado e, principalmente, construir novas possibilidades e percursos para mulheres negras, “cuja marca de subalternidade que alijou Carolina Maria de Jesus do espaço público e literário ainda precisa ser superada”. 

 Quarto de despejo: Diário de uma Favelada

Os diários que compõem a obra mais conhecida de Carolina Maria de Jesus foram escritos entre 1955 e 1960. Ela foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas, que a conheceu quando fazia uma reportagem sobre a crescente favela Canindé, em São Paulo. O livro é um compilado dos diários e narra a luta de uma mulher preta que criou sozinha seus três filhos trabalhando como catadora de papel. Mesmo tendo estudado por pouco tempo, ela valorizava a educação dos filhos. Outro aspecto da biografia da autora é que ela nunca quis se casar, defendia que não precisava de homem para sustentar os filhos. A vida na favela e suas mazelas, a miséria, a fome e a violência perpassam toda a história de Carolina de Jesus. Mesmo com tantas dificuldades, a escritora deu voz a milhões de outras pretas marginalizadas que, como ela, enfrentam no dia-a-dia as consequências do racismo, do machismo e da desigualdade social.

 

 

 

carolina_maria-768x459.jpg
Créditos: Reprodução/EBC
Compartilhe:
Deixe um comentário