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Médicos escritores e suas obras literárias
Toda Rede
23 de Outubro de 2020

No último dia 18 de outubro foi comemorado o Dia do Médico, profissional essencial da área de saúde. A data escolhida é a mesma em que a Igreja Católica celebra o Dia de São Lucas, um santo que em vida foi médico e, por isso, é considerado o protetor desses profissionais. Apesar da dedicação em cuidar da vida humana, há muitos médicos que, ao mesmo tempo, se destacam em outras áreas, como a literatura. Engana-se, contudo, quem pensa que estes escrevem apenas sobre assuntos relacionados à medicina. O talento com as palavras faz que se aventurem no universo da poesia, do romance, da ficção, crônica, entre outros gêneros textuais.

 

E para provar que existem grandes títulos na literatura de autores da medicina, o site do Sebo Capricho elencou alguns títulos que são sucesso de leitura desses escritores. Conheça abaixo um pouco mais de cada autor e cada livro:

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Créditos: Pixabay

 DRAUZIO VARELLA

Nacionalmente conhecido por popularizar a linguagem médica em diversos meios de comunicação, Drauzio Varella é um dos nomes na literatura brasileira contemporânea, sendo autor de várias obras de ficção e não-ficção. Com extensa carreira na área de moléstias infecciosas e câncer, o médico teve um de seus principais desafios quando trabalhou no antigo presídio Carandiru. Em 1999, Varella lançou o livro “Estação Carandiru” (1999), que conta, justamente, sobre o período em que atuou no local. O médico ainda lançou os livros “Carcereiros” (2012), “Prisioneiras” (2017), e os infantis “Nas ruas do Brás” (2000) e “De braços para o alto” (2002).

 

ESTAÇÃO CARANDIRU 

Na obra “Estação Carandiru”, o autor Drauzio Varella relata os dez anos em que atuou no antigo presídio do Carandiru, em São Paulo, investigando a prevalência e prevenção do vírus HIV entre os detentos. Ao ver de perto como se organizava o comportamento da população carcerária e dos funcionários por todo esse tempo, decidiu contar as histórias dos vários personagens que ali estavam cumprindo sua pena ou trabalhando. Além de virar um best-seller e receber o Prêmio Jabuti na categoria “não-ficção” (2000), a história ganhou as telas do cinema num filme do diretor Hector Babenco, em 2003.

 

 

MOACYR SCLIAR

Moacyr Scliar (1937-2011) teve uma carreira como médico especialista em saúde pública, professor universitário e escritor. Sua vasta lista de livros literários, com mais de 70 obras, reúne contos, romances, ensaios e infanto-juvenil, além de crônicas para jornais em todo país. Não raras as vezes, abordava o tema da imigração judaica ao Brasil. Críticos afirmam que o estilo de escrita leve e irônica o possibilitou conquistar um público amplo e diversificado, rendendo-lhe prêmios como Jabuti, Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Casa de las Américas e, ainda, ocupar uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras. Dentre seus contos e os romances mais conhecidos estão “O ciclo das águas” (1996), “A estranha nação de Rafael Mendes” (1987), “O exército de um homem só” (1973) e “Pai e filho, filho e pai” (2002).

 

PAI E FILHO, FILHO E PAI 

“Pai e filho, filho e pai” é nome do livro do escritor Moacyr Scliar, uma coletânea de 25 contos produzidos entre o final da década de 90 e começo do século 21. Cada conto possui uma história, sempre permeada com humor nas palavras, característica do autor que é considerada provocativa e não um simples entretenimento. Dentre os contos estão “Paixões orais”, no qual um adolescente relata suas aventuras amorosas. Em “Sonho”, uma mãe viúva sonha que o filho se forme em medicina e recebe cartas do jovem relatando como é o curso (que nunca frequentou). Já o conto que intitula o livro relata a história de um jovem, que aos 14 anos, torna-se pai e decide cuidar do filho. Os dois tornam-se amigos inseparáveis.

 

ARTHUR CONAN DOYLE

Arthur Conan Doyle (1859-1903) foi um médico britânico e renomado escritor cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção. Ingressou em Medicina em 1881 na Universidade de Edimburgo e, ainda estudante, começou a escrever pequenas histórias. Em 1887 publicou na revista de bolso Beeton’s Christmas Annual, a história “Um Estudo em Vermelho”, trabalho que se transformou no primeiro dos contos policiais em que aparece sua criação máxima, o personagem “Sherlock Holmes”. O detetive mais famoso do último século foi protagonista de outros quatro romances como “O signo dos quatro” (1890), além de 56 contos como “As aventuras de Sherlock Holmes” (1892) e “As memórias de Sherlock Holmes” (1894), considerados uma grande inovação no campo da literatura criminal.

 

O SIGNO DOS QUATRO

No livro “O signo dos quatro”, o segundo romance policial da saga do mais famoso detetive da história da literatura universal, Sherlock Holmes tem um novo mistério para desvendar: quem matou Bartolomeu Sholto e levou o tesouro de Agra? Ao lado do Dr. Watson, seu parceiro de investigação, Sherlock Holmes mais vez uma dará ao leitor uma amostra de astúcia e brilhantismo ao desvendar o caso. Watson serve de narrador para que o leitor possa entender exatamente como o detetive chega a todas as suas conclusões. Esta obra é marcada, sobretudo, pela competência do autor em construir e desenvolver um enredo tão bem amarrado que o leitor é impelido a ler tudo para entender todo o mistério que ronda os personagens.

 

GUIMARÃES ROSA

João Guimarães Rosa (1908-1967) foi um escritor, diplomata, novelista, romancista, contista e médico brasileiro. Considerados um dos maiores nomes da literatura do século 20, seus contos e romances, em sua maioria, são ambientados no sertão brasileiro. Por isso mesmo, suas obras se destacam, principalmente, pela linguagem utilizada, que mescla influência de falas populares e regionais à erudição do escritor. Não à toa, os textos são marcados por invenções linguísticas e neologismos, características singulares de seus textos. Dentre as várias obras, estão títulos como “Sagarana” (1946), “Grande Sertão: Veredas” (1956) e “Campo Geral” (1954). Guimarães Rosa também ocupou uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras.

 

SAGARANA 

Sagarana foi o livro de estreia de Guimarães Rosa que revelou o autor como grande destaque na literatura nacional. A obra reúne nove contos longos, que são situados no sertão mineiro. Apesar das descrições minuciosas da região, não trata-se de uma obra regionalista. Ao longo dos textos, por meio de uma linguagem peculiar que mistura popular e erudito, o autor traz à tona a presença da superstição, da ambientação fantástica e mágica, além das raízes da sociedade brasileira, sempre unindo a sabedoria popular e proverbial. Ainda entre mitos indígenas e de origem africana, Guimarães Rosa imprime a vida do homem do sertão como tema na literatura exigente de formas narrativas, rompendo com o automatismo da língua. Ou seja, a palavra literária não deve ser utilitária, mas remodelada, reconstruída para retomar sua significação poética.

 


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