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Blog Sebo Capricho
Bad Bunny no Super Bowl 2026: o hype que nos convida a ler a América Latina
Carolina Avansini
12 de Fevereiro de 2026

 

No intervalo do Super Bowl 2026, o cantor porto-riquenho Bad Bunny fez história ao transformar o palco do evento mais assistido do mundo em um manifesto da cultura latina.

Com a frase "Together we are America" e referências aos campos de cana-de-açúcar e à salsa, tão típicos de Porto Rico, ele reforçou que a identidade latina é potente, diversa e global. Para quem se sentiu inspirado pelo "Conejo Malo", o Sebo Capricho preparou uma lista de livros essenciais para mergulhar na latinidade através da literatura.

Entenda o hype de Bad Bunny no Super Bowl

Bad Bunny (Benito Antonio Martínez Ocasio) subiu ao palco do Super Bowl LX e entregou um espetáculo que se tornou assunto global. Isso porque sua apresentação no intervalo do jogo mais aguardado dos Estados Unidos foi uma celebração da cultura latina, com símbolos, cenários e uma mensagem que extrapola a música pop. 

Desde a abertura em meio a plantação de cana-de-açúcar, até cenas cotidianas como barracas de comida de rua, jogos de dominó e outros elementos típicos da cultura latina, o show trouxe representação a comunidades diversas, que raramente dominam palcos gigantescos como a competição de futebol americano mais disputada do mundo.

Literatura como ferramenta de resistência e identidade 

A performance de Bad Bunny não surgiu do nada. Ela mostra uma tradição de resistência e ressignificação do que é ser latino. Esse mesmo sentimento também aparece na literatura latino-americana,  especialmente no realismo mágico, em contos que capturam a memória coletiva de povos historicamente marginalizados.

Autores como Gabriel García Márquez e Isabel Allende utilizam elementos fantásticos e cotidianos para celebrar histórias que representam a cultura latina. Histórias que mostram a nossa verdadeira cultura,  assim como Bad Bunny mostrou no palco mais assistido do mundo. 

Ao contar as histórias latino-americanas, a literatura torna-se instrumento de resistência.

7 livros  para exaltar a América Latina 

 

Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez)

Representa a história latino-americana como um ciclo de repetições, marcada por colonização, isolamento e conflitos. Macondo simboliza muitos países da região.

 

A Casa dos Espíritos (Isabel Allende) 

Reflete a história política do Chile e da América Latina, com golpes, desigualdade social e repressão, vista a partir da vida de uma família.

 

O Livro dos Abraços (Eduardo Galeano) 

Valoriza a memória, a oralidade e as experiências do povo latino-americano, dando voz aos esquecidos pela história oficial.

 

Pedro Páramo (Juan Rulfo) 

Mostra as marcas do abandono rural e do poder dos coronéis no México, além da relação da cultura latino-americana com a morte e a memória.

 

Ficções (Jorge Luis Borges)

Dialoga com a tradição intelectual latino-americana, questionando verdades absolutas e mostrando a influência da cultura europeia reinterpretada a partir do Sul global.

 

A Hora da Estrela (Clarice Lispector) 

Expõe a desigualdade social no Brasil e a migração interna, revelando a invisibilidade de milhões de pessoas na América Latina.

 

Torto Arado (Itamar Vieira Junior

Retrata heranças da escravidão, do racismo e da concentração de terras no Brasil, temas centrais da formação histórica latino-americana.

 

 

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Créditos: FreePik
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